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Unimed Maceió orienta sobre Febre Amarela

01/2018

Confira os cuidados para evitar a doença e quais os casos indicados para vacinação

Dra. Vânia Pires destaca que nem todos os que estão infectados pelo vírus da febre amarela vão adoecer

Dra. Vânia Pires destaca que nem todos os que estão infectados pelo vírus da febre amarela vão adoecer

A repercussão de casos de febre amarela no país vem assustando a população. A Unimed Maceió tem orientado seus beneficiários sobre os cuidados para evitar a doença e também sobre as indicações para imunização. A infectologista cooperada, Dra. Vânia Pires, afirma: “vacinas contra a febre amarela em Alagoas ainda são exclusivas para quem viaja até as áreas de risco. É necessário avaliar a real necessidade da vacinação”.
 
Estudos recentes realizados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) comprovaram que a vacina pode ser tomada em dose única. “No entanto, a vacina que está sendo administrada de maneira fracionada, ou seja, o mesmo material da dose única é dividido para 4 ou 5 pessoas, deve ser repetida após oito anos.  A atual recomendação é priorizar a vacinação para aquelas pessoas que se dirigem a áreas de risco.  Existe hoje uma lista, disponível no site do Ministério de Saúde, de municípios que têm a necessidade de vacinação. Antes de viajar, é interessante consultá-la”, ressalta. 
 
A especialista destaca, ainda, que nem todos os que estão infectados pelo vírus da febre amarela vão adoecer. “Apenas uma pequena parcela adoece, mas pode transmitir o vírus, ou seja, as pessoas que estão aparentemente bem podem ser portadoras do vírus. É preciso ter cautela, mas sem criar pânico. É necessário observar o estado de saúde de cada caso. Nos maiores de 60 anos, a vacinação deve se precedida por uma avaliação médica”, explica.  
 
Doutora Vânia Pires esclarece que “não existe vacina para toda a população brasileira e não há laboratórios que a produzam com tanta rapidez, visto que algumas vacinas demoram cerca de 2 anos para serem produzidas. Então, é importante observar a real necessidade de se tomar esse medicamento”, conclui. 
 
Dicas importantes
• As gestantes não devem tomar a vacina, exceto se extremamente necessário;
• As mulheres que estão amamentando bebês até os 6 meses de vida devem suspender a amamentação por 10 a 15 dias, após serem vacinadas;
• Crianças menores de 6 meses não devem se vacinar e as acima dos 9 meses só em caso de necessidade extrema;
• Pacientes com HIV podem se vacinar, desde que sejam avaliados por seu médico assistente;
• Não deve ir tomar vacina quem não precisa, pois pode tirar a oportunidade de quem tem a necessidade.