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11/2018

Novembro Roxo vem destacar a importância do cuidado com o recém-nascido prematuro

Assessoria de Comunicação - Unimed Maceió Dra. Junko Assakura é a coordenadora técnica da UTI Neonatal e Pediátrica do Hospital Unimed Maceió

Dra. Junko Assakura é a coordenadora técnica da UTI Neonatal e Pediátrica do Hospital Unimed Maceió

Há mais de 50 dias, a rotina de Rayanne Araújo, de 28 anos, mudou. Por conta de um pico hipertensivo durante a gestação, o filho Leonardo nasceu com 26 semanas e apenas 700 gramas, estando internado desde então na UTI Neonatal do Hospital Unimed. Diariamente, ela chega ao hospital às 9h da manhã e passa o dia ao lado do pequeno. O toque, o cheiro e o olhar são imprescindíveis para o desenvolvimento de qualquer bebê, especialmente um prematuro.

A cada ano, essa é a realidade de mais de 340 mil Rayannes no Brasil, onde 11,5% dos 3 milhões de nascimentos são de pré-termos, ou seja, crianças com menos de 37 semanas de idade gestacional. 

Para alertar sobre o crescente número de partos prematuros e como preveni-los, além de informar sobre as consequências do nascimento antecipado para o bebê, foi instituído o Novembro Roxo - Mês Internacional de Sensibilização para a Prematuridade.

Cuidando desde o primeiro toque

O Hospital Unimed estimula a presença e o acompanhamento dos familiares durante o internamento do recém-nascido. Os pais são acolhidos na UTI Neonatal e recebem informações sobre as condições de saúde, cuidados dispensados, as rotinas, o funcionamento da unidade e conhecem a equipe multidisciplinar que cuidará de seu filho.

“O livre acesso dos pais à UTI é importante, pois a família fica ciente do que está acontecendo, cria vínculos com o bebê e com a equipe que está cuidando de seu filho. É fundamental que estejam pai e mãe presentes. Incentivamos a posição canguru o mais precoce possível. Esse método proporciona ao bebê e a seus pais o contato pele a pele, oferecendo ao recém-nascido a sensação de proteção e vínculo e favorecendo a mãe/pai competência para cuidar de seu filho. O resultado é muito melhor nesses casos, afirmamos isso em consonância com o que existe na medicina baseada em evidências”, destaca a coordenadora técnica da UTI Neonatal e Pediátrica do Hospital Unimed, Dra. Junko Assakura.

A presença da equipe multidisciplinar é fundamental para um tratamento humanizado. “O prematuro pode ter complicações de imediato e em longo prazo. E essa equipe é fundamental para realizar a avaliação do desenvolvimento e promover o cuidado em cada área específica”, explica a médica.

O contato com a criança também auxilia na produção de leite materno, ingrediente fundamental no desenvolvimento do bebê.  A mãe de Leonardo reforça a importância desse contato diário. “Desde que ele nasceu, venho todos os dias. Ordenho o leite aqui mesmo na sala de ordenha, dentro da UTI. Só o fato de poder estar ao lado, acompanhando a evolução dele, tem sido muito bom. Hoje ele já tem 1 quilo e 320 gramas e está uma criança bem saudável, apesar da prematuridade”, afirma Rayanne Araújo.

Números que assustam

De acordo com o Ministério da Saúde, a prematuridade ainda é a principal causa de morte no primeiro mês de vida. Cerca de 70% dos óbitos ocorrem nos primeiros 28 dias após o nascimento. Atualmente, a taxa de mortalidade de crianças abaixo de um ano é de 16 por mil nascidos vivos, segundo a Rede Interagencial de Informações para a Saúde (Ripsa).

É considerado prematuro aquele que nasce antes das 37 semanas de gestação. Sendo “prematuros extremos” os que vieram ao mundo antes das 28 semanas e correm mais risco de morte do que os bebês que nascem algum tempo depois, pois apresentam estado de saúde muito frágil. Prematuros “intermediários” são os que nascem entre 28 e 34 semanas e constituem a maior parte dos prematuros; e os “prematuros tardios” que nascem entre 34 e 37 semanas.

Cuidando antes do nascer

A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), o Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE) e o Institute for Healthcare Improvement (IHI), com o apoio do Ministério da Saúde, desenvolveram o programa Parto Adequado.A Unimed Maceió é apoiadora desse programa, que tem o objetivo de identificar modelos inovadores e viáveis de atenção ao parto e nascimento, que valorizem o parto normal e reduzam o percentual de cesarianas sem indicação clínica, diminuindo, assim, a necessidade de internações na UTI Neonatal.

A iniciativa, chamada Jeito de Nascer Unimed, beneficia as clientes gestantes que podem realizar todo o pré-natal em um só lugar, garantindo atendimento multidisciplinar com enfermeiros e nutricionistas, para uma gestação segura e saudável. Exames laboratoriais e ultrassom também são feitos no local, para comodidade das pacientes. Basta agendar uma consulta com um dos obstetras e iniciar o acompanhamento, independentemente da idade gestacional.

O Centro Médico da Unimed Maceió funciona das 7h às 19hà Rua Joaquim Nabuco (rua dos Capuchinhos), nº 81 – Farol. Mais informações podem ser obtidas pelo número: 3194-2700.

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