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Entenda os riscos da prática adotada pela maioria dos brasileiros

11/2018

Utilização de antibióticos sem indicação é perigosa e pode esconder problemas mais graves

Assessoria de Comunicação - Unimed Maceió Dra. Sarah Dellabianca, infectologista cooperada da Unimed Maceió

Dra. Sarah Dellabianca, infectologista cooperada da Unimed Maceió

Dor de garganta? Toma antibiótico! Infecção Urinária? Toma antibiótico! É comum ouvirmos essas indicações, geralmente feitas por leigos. Mas o que pouca gente explica é que o uso indiscriminado de antibióticos pode fazer muito mal para o nosso corpo.

Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), oito em cada dez brasileiros tomam remédios por conta própria. O levantamento foi feito em setembro, com 2.126 pessoas a partir dos 16 anos, em 129 municípios das cinco regiões do País.

A infectologista cooperada da Unimed Maceió, Dra. Sarah Dellabianca, destaca a importância da administração desses medicamentos de maneira correta. “É importante conscientizar a população que os antibióticos são de indicação médica e o tempo de uso também deve ser respeitado. Não se deve parar de tomá-lo antes do previsto porque o paciente melhorou”, afirma a médica.

As bactérias são seres microscópicos que estão por toda parte, na água, ar e no solo. Elas estão até mesmo no nosso próprio organismo, principalmente na pele e no sistema digestivo. Dependendo da situação, algumas dessas bactérias causam doenças e, estas só podem ser tratadas e curadas com antibióticos.

O principal risco da utilização indiscriminada dessa medicação é tornar as bactérias mais resistentes, o que pode ocasionar infecções mais graves e até a necessidade de internação para tratamento com antibióticos mais fortes. Essa mudança de esquema da medicação (de uso ambulatorial para hospitalar), além de afetar a flora intestinal, também eleva o tempo de tratamento da patologia.

“Evitar a automedicação é importante, pois, além de prevenir a resistência bacteriana, impede a piora evolutiva de uma doença”, ressalta Dra. Sarah Dellabianca.